7.4.05
Seminário do Padreco, ou Mercenário
Cada coisa que a gente faz por nota, né? Só espero que o Padreco goste. Tentei usar umas palavras difíceis e umas construções rebuscadas...
Então, sem mais delongas, o texto:
Pluralidade Cultural - Diversos aspectos da pluralidade cultural
O texto aborda vários aspectos interdisciplinares que auxiliam, ou antes, são indispensáveis à compreensão da pluralidade cultural. Não basta apenas que se admita, por tautologias, que a pluralidade cultural está aí e temos de aceitá-la; é preciso compreendê-la nos seus diversos âmbitos sociais, culturais, psicológicos e político-econômicos.
Para que se desenvolva, efetivamente, uma sociedade democrática e plural, é necessário que fundamentos éticos sejam absorvidos pelo grupo, visando à superação de preconceitos étnicos e culturais, muitas vezes oriundos de injustiças sociais históricas.
No caso brasileiro, especificamente, é impossível ignorar a multiplicidade de etnias que formam o "povo brasileiro". Porém, é igualmente impossível ignorar que muito do preconceito que ainda persiste na terra brasilis tem sua origem em tempos anteriores, da época da colônia e da escravidão. Muito embora a Constituição Federal de 1988 -definida por Ulisses Guimarães, presidente da Assembléia Constituinte, como a "Constituição cidadã"- tenha avançado muito no sentido de banir para sempre o preconceito, na prática ele ainda existe.
Além de extinguir o preconceito, o conhecimento de outras culturas e etnias, como as indígenas, africanas, asiáticas, européias, e sua posterior e, por que não?, óbvia valoração faz um indivíduo mais completo e complexo, com mais propriedade para encarar o novo e o diferente e, conseqüentemente, com menos preconceitos.
Também é interessante ressaltar que se deve, não por imprecisão mas por uso histórico, evitar o termo raça, pois ele foi -e, infelizmente, ainda é- usado para determinar superioridade ou inferioridade desta ou daquela etnia. E o que não faltam, nesse aspecto, são exemplos infames. Todos eles. Escolha o seu.
Ainda no que tange à valoração de determinada cultura, outros aspectos devem ser levados em conta. Sua linguagem, por exemplo. Não apenas sua língua ou sua escrita -a idéia de que uma língua ágrafa é menos rica que uma outra grafada e/ou gramatical é bisonha e completamente descabida- mas também outras formas de comunicação: sua linguagem corporal, suas artes, seu artesanato de uso cotidiano.
Além disso, toda sorte de dados estatísticos disponíveis sobre determinada população ou etnia é bem-vinda, posto que ajuda a traçar um perfil mais acurado de como esse grupo vive e se mantém. Claro que não podemos cair na falácia de julgar as etnias por suas condições sociais, econômicas ou políticas. Deve-se apenas levá-los em conta para a criação de um quadro mais rico e complexo.
Por fim, o aspecto psicológico que fundamenta a discriminação é o medo. Por medo do "outro", do "diferente", do "alheio", tende-se a excluí-lo e a enquadrá-lo em condições normalmente inferiores à sua própria. Uma forma de lidar com isso é abrir-se e falar a respeito, expor suas inseguranças e buscar um diálogo com esse "outro". Claro que alguns preconceitos não advêm do medo, mas da ignorância mais pura e rasteira.
Para que se desenvolva, efetivamente, uma sociedade democrática e plural, é necessário que fundamentos éticos sejam absorvidos pelo grupo, visando à superação de preconceitos étnicos e culturais, muitas vezes oriundos de injustiças sociais históricas.
No caso brasileiro, especificamente, é impossível ignorar a multiplicidade de etnias que formam o "povo brasileiro". Porém, é igualmente impossível ignorar que muito do preconceito que ainda persiste na terra brasilis tem sua origem em tempos anteriores, da época da colônia e da escravidão. Muito embora a Constituição Federal de 1988 -definida por Ulisses Guimarães, presidente da Assembléia Constituinte, como a "Constituição cidadã"- tenha avançado muito no sentido de banir para sempre o preconceito, na prática ele ainda existe.
Além de extinguir o preconceito, o conhecimento de outras culturas e etnias, como as indígenas, africanas, asiáticas, européias, e sua posterior e, por que não?, óbvia valoração faz um indivíduo mais completo e complexo, com mais propriedade para encarar o novo e o diferente e, conseqüentemente, com menos preconceitos.
Também é interessante ressaltar que se deve, não por imprecisão mas por uso histórico, evitar o termo raça, pois ele foi -e, infelizmente, ainda é- usado para determinar superioridade ou inferioridade desta ou daquela etnia. E o que não faltam, nesse aspecto, são exemplos infames. Todos eles. Escolha o seu.
Ainda no que tange à valoração de determinada cultura, outros aspectos devem ser levados em conta. Sua linguagem, por exemplo. Não apenas sua língua ou sua escrita -a idéia de que uma língua ágrafa é menos rica que uma outra grafada e/ou gramatical é bisonha e completamente descabida- mas também outras formas de comunicação: sua linguagem corporal, suas artes, seu artesanato de uso cotidiano.
Além disso, toda sorte de dados estatísticos disponíveis sobre determinada população ou etnia é bem-vinda, posto que ajuda a traçar um perfil mais acurado de como esse grupo vive e se mantém. Claro que não podemos cair na falácia de julgar as etnias por suas condições sociais, econômicas ou políticas. Deve-se apenas levá-los em conta para a criação de um quadro mais rico e complexo.
Por fim, o aspecto psicológico que fundamenta a discriminação é o medo. Por medo do "outro", do "diferente", do "alheio", tende-se a excluí-lo e a enquadrá-lo em condições normalmente inferiores à sua própria. Uma forma de lidar com isso é abrir-se e falar a respeito, expor suas inseguranças e buscar um diálogo com esse "outro". Claro que alguns preconceitos não advêm do medo, mas da ignorância mais pura e rasteira.